MIRAGEM - 1


“Os lábios dela abraçam os meus. Seus cabelos cobrem os seios que ela beija docemente. Paraíso”




Um barulho na porta do vestiário, interrompeu os pensamentos de Victória.

Era a doutora Lizandra que entrava e preparava-se também para uma ducha. Pelo espelho, Vick pode ver a mulher se despindo calmamente e isso serviu para abalar um tanto. Tentou disfarçar, procurando no chão pelo seu shampoo. Uma mão o entregou a ela. 


Lizandra agora estava só com roupas mínimas, estendendo o shampoo a Victória. E esta sabendo que estava nua em pêlo, se retraiu.

_Obrigada! - disse. Nesta fração de segundos, que mais pareceu uma eternidade, Vick pôde contemplar os belos seios redondos e firmes da doutora, presos pelo sutian, além da barriguinha lisa e com pequenas penugens douradas que seguiam até o interior da calcinha. As pernas eram grossas e também possuíam uma pequena lanugem dourada como um pêssego. 


Por certo momento, Vick teve a ilusão de pensar que Lizandra contemplava seu corpo com uma certa expressão de admiração e alguma coisinha mais.

'Tira isso da cabeça, sua predadora! A mulher está namorando o Duarte, o Belo'. - pensou.

Lizandra lhe sorriu. 

_Bom trabalho! Policial... Já soube do que conseguiu entregar intimação ao "Tonhão Grandão".

_Bom... na verdade, quem "pegou" ele foi o "Patrola".

_vocês estão de parabéns...São muito criativos...

Vick sorriu e isso fez com que Lizandra a observasse curiosa:

_Devia sorrir mais, policial. Tem um sorriso lindo.

Victória fechou a cara e se virou para a parede, continuando seu banho.

‘O que essa mulher quer? Me enlouquecer de tesão?’ - pensou, consigo, amuada.

Lizandra, deu de ombros e terminou de se despir , entrando no outro Box.

Como os compartimentos não possuíam porta, Vick saiu rapidamente do seu e vestiu sua habitual roupa, tentando não olhar para Lizandra, mas antes de sair do vestiário, ainda pode vislumbrar através do espelho, ainda que de relance, o corpo nu da médica.

‘Esta mulher ainda me vira a cabeça!’ (...)




(...)
Vick, tentava lentamente se desvencilhar de suas roupas, mas a cada movimento seu, gemia de dor.
Lizandra aproximou-se séria e passou a ajuda-la. Agachou-se e retirou as botas e as meias de seus pés, delicadamente. Depois, pediu que se deitasse sobre a maca, enquanto ela lhe puxava as pernas das calças jeans, que agora estavam marcadas de sangue e encardidas.

_Ai!- gemeu, Vick.

_Calma... Preciso examinar seu corpo.

Vick enrubesceu e Lizandra continuou a despi-la com a expressão séria e compenetrada, parecendo não perceber seu rubor. No entanto, ao livrar-lhe as pernas longas e torneadas, a Doutora pareceu perder um pouco de sua concentração e mostrou-se também ligeiramente embaraçada, principalmente ao se deparar com a calcinha de renda branca, pequena que a policial usava.

Depois, ajudou-a a retirar a camiseta, outrora branca, e desabotoou-lhe o sutiã, livrando-lhe os seios pequenos e mimosos com auréolas rosadas.

No delicado ventre, haviam hematomas arroxeados.

Lizandra apalpou cuidadosamente por sobre a pele, enquanto Vick gemia de dor. Na altura das costelas, ao toque da médica, veio o gemido mais dorido, o que fez com que Lizandra franzisse a testa.

_Como desconfiei. Está com uma costela trincada. Vou ter que te dar licença de pelo menos quinze dias.

Vick virou o rosto para a parede. Ver Lizandra tão próxima a fazia se sentir mais agoniada do que a dor de ter sido espancada. 


A médica continuou a examiná-la e perguntava suavemente se onde tocava, estava doendo. Vick respondia com um gemido.

_Aquele indivíduo podia ter te matado. Foi muito corajosa pra conseguir imobilizá-lo.

_Ele estava espancando o "Patrola".

_Bom! A verdade é que realmente vocês correram sérios riscos de morte. Estou admirada com sua coragem ou... sua falta de juízo.

(...)

Desligou o celular e voltou a examinar Vick. Esta estava deitada, ofegante.

_O que está sentindo? - preocupou-se a médica.

_Apenas o básico: dor.

_Vou lhe passar uma pomada para aliviar a dor muscular.

Lizandra passou então a massagear o corpo de Vick com a pomada e esta gemia baixinho.

_O que há, Di Angelis? - perguntou Lizandra, já preocupada com o estado da policial... Vick sorriu, embaraçada pelo crescente tesão que lhe tomava o corpo dolorido. Sua calcinha já estava molhada e os bicos dos seus seios, eretos. A médica parou de massageá-la e olhando no fundo de seus olhos, disse:

_Eu já disse que você devia sorrir mais, não é mesmo, policial? Hoje no vestiário, não entendi sua atitude de ter me virado as costas.Você tem alguma coisa contra mim? É algo relacionado ao Duarte? Ele me disse que já namoraram...

Vick levantou-se da mesa de um salto...

_imagine! Isso é mentira...Eu nunca namorei o Duarte ou com qualquer rapaz da Delegacia... e...

_O que não é muito comum, pois você é uma mulher muito atraente e jovem.

Vick silenciou-se. Estava próxima demais do corpo de Lizandra e isto a estava deixando maluca.

_Não respondeu sobre o que tem contra mim! - insistiu a médica.

_Eu não tenho nada contra você, Doutora.

Mas seus olhos a traíam, pois percebeu que a Doutora estendeu as mãos, ligeiramente trêmulas e tocou seu rosto com as pontas dos dedos.

_Podia ter morrido! Vick.

Sua voz saiu, rouca e seus olhos verdes, intensos, cintilaram.

A policial não se conteve mais e tomou o rosto de Lizandra com ambas as mãos e a puxou contra si, beijando-lhe os lábios, com sede e paixão.

Lizandra retribuiu seu beijo também de forma apaixonada, enquanto suas mãos habilidosas de médica, tocavam o corpo macio de Vick. Até que, em um gesto brusco, desvencilhou-se dos braços da Policial. 

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